Andanças pelo vale do Biobío

Setembro começou mesmo bem-vinho! Fui convidada para participar de um famtour (turismo de familiarização de um destino) para conhecer as belezas e delícias do Vale do Biobío.

E onde está Biobío? A pouco mais de 500 quilômetros ao sul de Santiago. Dá para chegar de carro, trem, ônibus ou avião. Concepción é a capital, uma das mais importantes cidades do Chile, depois de Santiago e Valparaíso.

Foram três dias de uma programação que incluiu hospedagem em hotel de luxo, visitas em vinícolas de pequenos produtores, restaurante de autor, tour pela cidade de Concepción e, finalizou com o Seminário Internacional “Biobío en una Copa” (Biobío em uma taça).

E quem já saiu nas andanças comigo viu no meu (eno)mapa que o Chile está dividido em seis grandes regiões de plantações, e uma delas é a Região Sul. Ali estão plantadas em torno de 7.000 hectares de uvas para vinho, das quase 120.000 cultivadas no país, do norte ao sul. Uma quantidade pequena, perto do total, mas de uma importância imensa para a cultura do vinho chileno. No vale resistem parreiras da uva país e malbec com mais de 200 anos. Além de outras uvas como a touriga nacional, portuguesa de origem, mas que acabou chegando até o “fim do mundo” pelas mãos dos missioneiros.

Biobío traduz suas generosidades através das suas paisagens, suas comidas, seus vinhos e no saber-fazer da sua gente. Produtores que nos receberam em suas casas, nos mostraram fotos de família, contaram suas histórias e nos serviram suas joias, feitas com resiliência, paixão e cuidado pela terra.

Identidade na mesa

A gastronomia local é parte da identidade de um destino, e uma oferta de enoturismo bem formada busca ingredientes que falem da riqueza, de mar e terra, que um território oferece.

Nem tudo o que comemos representou a essência do vale do Biobío. Mas não quero ser injusta e preciso dizer que comemos generosamente bem! Mesas bonitas, pratos cheirosos, bem apresentados e apetitosos. Comida preparada na hora por pessoas que vivem em um lugar que está entre montanhas e mar.

Porém, as experiências que vivemos teriam sido ainda mais saborosas se tivessem nos alimentado somente com ingredientes locais. Comida que só se encontra naquele fértil território nutrido pelo caudaloso rio Biobío.

Deixo uma seleção de fotos que fiz entre uma garfada e outra. E quero dar um destaque especial para as sopaipillas da Magdalena @vinaquintarosayumbel (foto x). As melhores que já comi! A sopaipilla é um tipo de pãozinho frito feito com massa de abóbora. Na tradição chilena se comem em dias de chuva, e são cobertas por uma calda de rapadura.

Texto em construção…

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