Centro Cultural Gabriela Mistral

Ou simplesmente GAM, é um complexo cultural com mais de 22 mil metros quadrados, com salas para espetáculos e seminários, estúdio de gravação, biblioteca, restaurante, cafeteria, lojas e um grande espaço ao ar livre para encontros culturais ou acadêmicos, públicos e privados. O prédio que se encontra ao lado também faz parte do complexo e atualmente é a sede do Ministério de Bienes Nacionales.

Um pouco de história

A construção da primeira versão do complexo começou no ano de 1971, com o objetivo de receber a Terceira Conferência Mundial de Comércio e Desenvolvimento, marcada para o ano seguinte, em 1972. Salvador Allende, o então presidente da época, convocou milhares de voluntários de todo o país para a sua construção, que foi finalizada em tempo recorde de apenas 275 dias. Realizada a Conferência, Allende transferiu o Centro para o Ministério da Educação, que o batizou de Centro Cultural Metropolitano Gabriela Mistral, em homenagem à poeta chilena.

Com o golpe militar liderado por Augusto Pinochet em 1973, o Palácio La Moneda – a então sede do Governo – foi parcialmente destruído e foi transferido, junto com o Ministério da Defesa, para o Centro Cultural. Com o final da ditadura no ano de 1990, o complexo deixou de sediar o governo de Pinochet e passou a ser utilizado como um centro de conferências públicas e privadas.

Em março de 2006, um violento incêndio destruiu grande parte do complexo. Logo após o incêndio, foi criado um Comitê – durante o governo da presidenta Michelle Bachelet – com o objetivo de se definir o destino do imóvel. Quatro anos mais tarde, em dezembro de 2010, o espaço foi reinaugurado com o nome de Centro Cultural Gabriela Mistral e, nos seus dois primeiros anos de funcionamento, recebeu a visita de mais de um milhão de pessoas.

Em 2015 se iniciou a ampliação do GAM, que estava previsto para ser inaugurado em 2017. Mas a inundação das obras por conta do rio Mapocho, que transbordou em 2016, e a quebra da construtora fizeram com que as obras fossem paralisadas. Esperava-se que as obras fossem retomadas em 2021, com previsão de estarem finalizadas em 2024. Aí veio a pandemia.

Santiago a Mil

Todos os anos no mês de janeiro, desde 1994 – com exceção dos anos em que o Centro ficou fechado por conta do incêndio – o GAM é palco do festival internacional Santiago a Mil. O festival é organizado pela fundação Teatro a Mil, uma instituição sem fins lucrativos que tem como principal missão levar as artes cênicas para todo o Chile por um valor acessível.


Quer passear pelo GAM?

Escolha o melhor dia para você e agende com antecedência o #citytourcentro, que eu te conto mais sobre o centro cultural durante um passeio descontraído pelo centro histórico de Santiago.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.