As mesas da minha vida

Uma mesa bonita aguça a minha vontade de comer de beber de falar. Sempre gostei de ajeitar as mesas que passaram pelos lugares que morei. Mesas de almoço, de café da tarde, de aniversário, mesas de amor. Mesas para muitas pessoas e outras só para dois. A mesa da minha vida presente é pequena e redonda, ela tá na varanda do apartamento onde moro com o #meuchileno e onde passamos uma boa parte dos nossos dias. Ali comemos bebemos e falamos [da quarentena, dos planos, das paixões, das filhas].

Na noite de natal a mesa foi para dois. Ajeitei os queijos os frutos as frutas e o panetone, ajeitei as luzes e ajeitei o vinho, como se ele fosse um adorno na mesa. A noite seguiu, conversamos o de sempre, não trocamos presentes em caixinhas, trocamos abraços e beijos, comemos os queijos os frutos as frutas e o panetone, tomamos o adorno até acabar. O noite de natal também acabou, de novo. No próximo natal não sei como vai ser a minha mesa, se vai ser para dois ou para muitos, mas ela vai estar ajeitada.

E para adornar o sábado recomendo um #montesalpha com a nova seleção de músicas que fiz dos #lostres, uma banda chilena dos anos 80 e 90. Los tres [curiosamente formada por quatro integrantes] foi uma das bandas mais importantes do rock chileno, eles mesclaram o rock com jazz e ritmos de raiz local, como a cueca e o bolero. Um dos seus principais sucessos é a canção “un amor violento” que tá lá no Spotify #fériasnochile. Sobre o carmernère que adornou a noite, ele é do vale de #colchagua, intenso, com aromas de frutas e chocolate amargo. Em boca é sedoso e amável. Escolha boa para a noite de natal e para hoje.

Bom sábado procêis!

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